Mais ou menos assim dizia Homero
...então, como que trouxesse à vida novo guerreiro, muniu-se Sátiro de fina adaga pelo mais sábio artesão trabalhada, e nos delicados pé de guerreiros vestiu sandálias de couro novo. Sentindo-se preparado, bradou após a prova de rubro vinho:
-Sê, ó subordinados de parca esperança, ferramenta do tão louvado Cratso, filho de Protelou, o assassino perdoado de Ofésio, pois nem um mísero jarrão de terracota do reino desse apedeuta, após árduos anos de servidão que sofreu nossa honrada estirpe, se faz digno de ocupar tão fértil solo. Mesmo tendo Ofésio, filho do divino porcariço já junto aos seres de além outra morada, seja esta farta de saborosos banquetes, ou aquela reservada aos ingratos em terra, nada que lembre período de tão amargas primaveras deve se achar de pé ao raiar da fina aurora de prateados dedos.
Assim falou ele, e rogando pela proteção da divina Mimo, retornou tomado por funesta desconfiança seus afazeres matutinos.
Verião, que em meio a faustosas nuvens a tudo assistia do solar dos deuses, furioso se fez ao presenciar tamanho desrespeito para com seu outrora preferido, o finado filho do divino porcariço, Ofésio, tomou-se por ira magnífica, e ao estalar de seus dedos se fez a tempestade de ensurdecedores ventos sibilantes na costa da ilha.
-Malgrado esses que avistam meus olhos! Nem tempo teve o coevo e dileto pupilo que tanto talhei de ser velado com os merecimentos de astuto governante, eis que nem se faz a penumbra e seu opulento reino se vê pilhado por injustos maltrapilhos! Oxalá estivesse ao meu lado o grandioso Dúper, filho ditoso de Taconomeu, a quem não faltam cacoetes no trato com presunçosos piratas, sentiriam a profunda agulha do arrependimento a cada tijolo que derrubarem, santuário que desrespeitarem e novilho que aleijarem esses maléficos sanguessugas!
Mal alcançavam o chão as primeiras lajotas derrotadas pelos fortes braços furiosos da horda de dedaianos, fez-se visível a fúria secular de Verião, e nada que o deus dos ares quisesse ver rodando em furacões houve de permanecer onde se encontrava. Nem mesmo os púlpitos, gárgulas e as casamatas resistiram a tão descomunal ira divina.
Enquanto a desordem era produzida, acordava na soleira do refeitório sagrado dos céus a formosa Hestra, filha bastarda do grande Cratso, que nem um sequer garrote haverá de possuir após a retirada desse, pôs-se prostrada diante de tal hecatombe.
-Por 101 camarões! Não merecem esse bravos guerreiros a morte certa que lhes traz o furacão! Logo estes, que nas árduas batalhas contra os Bósolos pela posse de Ímota com o sangue defenderam nosso reino! Não! Hei de cercear tal despautério! E antes que pudesse o furacão completar mais uma rotação, cederam ao chão, por força da misteriosa potência bastarda, os exaustos os materiais e seres atingidos.

2 Comments:
hahahahaha
Esse texto me lembra Andrey Zacharenckov Calabrez Sobrinho (ou coisa que valha esse sobrenome). Sublime Ana Rosa.
Quanto à placa; a minha não é real. Mas é a representação do real.
bjuxxxxxxxx
7:51 PM
hahahahahahahahaa....ó nobre guerreiro de alvos braços e ricas túnicas, o que dizer de "Protelou" e "Taconomeu"?
lauria...alguém já falou hj que vc é demais da conta? Vou dizer: Lauria, vc é demais da conta!
bjo
8:12 PM
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