Entrevista
Mais uma mentirinha.
Antes, digo certas coisas: 7 tiros, falha minha. Condizente com a situação, na minha modesta, seria um singelo tiro de autodefesa. Enfim. Coisas que talvez só eu pense mesmo.
A locomotiva maldosaA psique humana parece trilhar um novo rumo. Se não um rumo assumiu o comando de um trem imenso. A comunidade psicóloga internacional passa a observar com mais atenção (e até medo) o obtusionismo, uma nova tendência no estudo da mente humana, que tem como berço as antigas repúblicas soviéticas.
Para o psicólogo ucraniano Salomon Vigotsky, pioneiro de dentre os obtusionistas, o ser humano somente consegue “acertar” sua vida se movido por um sentimento eufórico e explosivo. Muitas vezes é a vontade de matar, ou de ser grande e maciço que são as diretrizes determinantes de vários aspectos do convívio humano.
Dissidente da escola frutidorista, vinda do norte da França, o autor de “Escapando da Falésia” fala à Jason Blair & Amigos sobre humor negro e felicidade, após uma palestra que ministrou na Faculdade de Ciências Múltiplas Golhão Gouveia, em Telêmaco Borba, no Paraná.
Jason Blair & Amigos - Como os obtusionistas explicam o crescente gosto pelo humor negro?
Salomon Vigotsky – Na verdade o que parece haver é um resgate dessa tendência. A primeira notícia que se tem de humor negro data das cruzadas. É verdade que caiu em desuso após a revolução industrial e francesa, pois a nova divisão da sociedade dificultou sua continuidade. Mas o fracasso das iniciativas esquerdistas no século passado fez com que sumisse do repertório popular a idéia de que o humor negro fosse algo desprezível. Seu resgate é fruto da miscigenação de idéias e padrões, facilitada por inúmeros catalisadores como Internet e barateamento dos transportes. Esse tipo de humor não saiu do fundo da mente humana, e nunca sairá, pois o fracasso alheio é sempre um sinal primitivo de triunfo.
JB&A – E isso quer dizer que as pessoas são essencialmente más?
SV – É uma questão de valores adotados. Uma pessoa que pratique o humor negro hoje em dia (a pesar da crescente abertura) será taxada cruel, pois ainda não há a aceitação plena. Se fosse prática comum, como um simples cumprimento, o humor negro nada teria de mal. É, por exemplo, o que acontece em certas tribos mongóis, onde o bom negro-humorista consegue alto prestígio social e até posses.
JB&A – Os frutidoristas defendem a sabedoria como o melhor meio de se obter felicidade. Qual a relação entre esse e o pensamento obtusionista, sendo dissidência do primeiro?
SV- Quando do racha entre as duas escolas e nossa volta para a Ucrânia, o que mais nos ocupava não era alcançar a felicidade ou não, e sim por que desejamos ser felizes. Os frutidoristas se esforçam em achar um bom meio para alcançá-la, tomada como objetivo principal da vida de qualquer um. Passamos a questionar essa verdade. E se o objetivo não for ser feliz? Uma pessoa despida da obrigação de ser feliz e promover a felicidade de alguém, alcança uma faceta importante até mesmo da felicidade: o descompromisso. Descompromissados com a felicidade tendem a promover a infelicidade em outros. mas, imune a uma possível culpa, o causador de infelicidade acaba fazendo o que lhe agrada, e como conseqüência é feliz. O fim é o mesmo. No entanto, lutar contra forças geradores de infelicidade é um esforço grande e desnecessário, já que indo pela contramão chega-se no mesmo lugar.
JB&A – Qual a origem do nome da escola, o obtusionismo?
SV – Vem do termo “obtuso”, algo que não é agudo, sem pontas, rude, estúpido. Não que taxemos seres humanos uns brutos, o termo apenas ilustra o ímpeto que rege a naturalidade humana. Essa deve ser bruta, maciça e robusta. Não falo fisicamente, mas em seu interior. Prosseguir a passos lentos e pesados, como uma locomotiva blindada.
JB&A – Nada contra correntes mais brandas na designação da humanidade?
SV – Nada, em absoluto. Apenas achamos que tudo o que se produziu em psicologia até hoje serve como mero paliativo, tapa o sol com a peneira. Respeitamos, a pesar de vislumbrarmos para breve seu funeral iminente.
JB&A – O senhor se considera um bom negro-humorista?
SV – Quem é negro-humorista de verdade não o anuncia em público. Uma grande desqualificação e uma verdadeira derrota para os verdadeiros negro-humoristas é uma comunidade virtual hospedada no site Orkut: pessoas escrevem suas piadas (que muitas vezes não são de humor negro) para que as outras se divirtam ao bel prazer. A felicidade é um prato que se come só, e aos poucos. Gargalhadas são lágrimas engolidas.

3 Comments:
Volto a ter o mesmo pensamento que te falei na Hobby ... não adianta vir me falar que vc não é assim, que vc é legal ... deixamos o comentário p/ vc e vc nem passou no nosso flog ... tudo bem que vc é anti-flogs, mas poderia ter feito um social, né!?!
Sem mais para o momento,
... Carol ...
1:24 PM
Confesso que li até o fim, com o objetivo único de entender até onde poderia chegar.
Mais uma perfeita demonstração do pensamento lauriano.
Editor Chefe (http://editorchefe.flogbrasil.com.br)
2:31 PM
CarliNha: oiê pAuliNhuUUu, tD bOm mIguxxO??? tÔ cum XodAdi di voxÊ. NuM dEu pa i Nu BaiLInhU, ComO TaVA?? zUoUU MTo? PaSSa lÁ nUUU MeU, ViU? Maixx PaSSa bEm PassADuuu, tá??
2:06 PM
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