Jason Blair e amigos
“É quenem crack, vicia!”
Isso foi o que um certo professor de Técnicas e Gêneros Jornalísticos II da Cásper Líbero disse sobre mentir em uma reportagem.
Como não estou nada a fim de fumar uma pedrinha hoje, me contento em contar uma mentira. E me proponho, com essa primeira, a inaugurar uma série de reportagens mentirosas aqui. Repito: são assumidamente mentirosas, me venham com essa de me difamar! Sugestões são aceitas.
PM mata amigo e diz que foi sem querer
José Marcos Oreficco foi atingido na manhã dessa quarta-feira por disparos feitos por engano pela tenente Marisângela do Socorro, sua amiga de infância. O acidente ocorreu na rua São Carlos do Pinhal às 08h e 30 minutos de hoje.
O amigo surpreendeu a policial com um susto, pondo as mãos sobre seus ombros por trás. Nesse instante Marisângela, de 32 anos, sacou o revólver calibre 38 de propriedade da corporação e descarregou os seis projéteis do tambor no garçom, que tinha 29 anos. Três dos tiros acertaram o abdome, um o tórax, e os outros três o antebraço esquerdo de José Marcos.
“Foi algo inesperado, somos treinados para reagir a abordagens suspeitas” declarou a policial em prantos no 107º DP, para onde foi levada algemada para um interrogatório. Quando questionada por que dera seis tiros ao invés de apenas um, o que seria uma reação condizente com o ato de José, Marisângela permaneceu calada.
O comandante Tobias Arlindo, do 107º DP não descarta a hipótese de assassinato: “Temos que descobrir por que ela descarregou a arma no amigo. Há a suspeita de um desafeto anterior, e ela pode ter usado a ocasião para se resolver com a vítima”.
No DP, instantes depois do depoimento da tenente, sua mãe Romária do Socorro, 67, afirmou desconhecer qualquer tipo de atrito entre os dois: “Sempre tiveram uma boa relação. Jogavam sinuca e bocha juntos todo sábado.” O pai de José Marcos, Fábio Oreficco, de 71 anos, também diz desconhecer alguma desavença: “prefiro acreditar que foi acidente, mas seis tiros é de mais.”
A policial permanecerá sob custódia da PM no próprio DP até se concluírem as investigações.




